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domingo, maio 22, 2016

Titular: Touriga Nacional - 2012



Região (DOC): Dão / Castas:Touriga Nacional / Produtor: Caminhos Cruzados /       Enólogo:Carlos Magalhães & Manuel Vieira / Tipo: Tinto / Ano: 2012 / Álcool: 13,5%. 


Há quem, pela elegância dos seus vinhos, o denomine de "Borgonha Portuguesa", o Dão! Região que, paulatinamente, tem vindo a recuperar algum do alento vitivinícola de outrora. Vinhos finos, elegantes e complexos, com uma acidez excecíonal, capazes de se perpetuar no tempo como poucos, eram  ou "são" estas as caraterísticas dos notáveis vinhos do Dão.

Felizmente neste últimos tempos, alguns dos projetos mais antigos ganharam ânimo e outros novos vão surgindo. Entre enófilos, é claramente uma região muito amada, aqui procuram-se vinhos elegantes, com complexidade e cunho de identidade. Enfim! O que muitos tentam e alguns conseguem!

Do projeto familiar, mais ou menos recente, denominado Caminhos Cruzados, deixo-vos este Titular: Touriga Nacional 2012, um tinto de gama média/alta que, pode de certa forma ser denominado como um, belo vinho do Dão. Para além do mais esta é região berço da Touriga Nacional, é aqui, que esta casta, exibe os seus mais genuínos predicados. Pelas suas reconhecidas qualidades, acabou difundida pelos quatro cantos do País, virou moda, banalizada. Na realidade, quer se goste mais ou menos é, com toda a justiça, a casta tinta portuguesa mais relevante do País.   

Um tinto de tom rubi levemente carregado. Aroma medianamente intenso, onde notas a fruta silvestre se combinam com leves tons florais e com uma belíssima envolvência vegetal, algo especiado e com excelentes apontamentos a tosta e chocolate negro. Na boca mostra-se bastante amplo e fresco, muito bem dimensionado, confere as notas a fruta silvestre, um leve balsâmico e boas notas tosta,  taninos presentemente bastante cordatos. Termina longo e persistente.

Um belo Touriga Nacional, muito capaz de perturbar os avessos à casta,  bom pendor gastronómico e excelente relação qualidade/preço. Recomendo vivamente!

Nota Pessoal:17
Preço: €11(Ref.)






Caminhos Cruzados
Largo Vasco da Gama, n. 23
3520-079 Nelas
Tel: (+351) 232 940 195
E-mail:  geral@caminhoscruzados.net

terça-feira, abril 19, 2016

Solar dos Lobos - Reserva 2013



Região (DOC): Alentejo / Castas: Alicante Boushet,Touriga Nacional e Syrah / Produtor: Silveira & Outro, Lda. / Enólogo: Susana Esteban e Mariana Pinto  / Tipo: Tinto / Ano: 2013 / Álcool: 15%. 


No Alentejo nascem vinhos de muitos agrados, vinhos redondos e macios, gulosos diria. Alguns, os mais elegantes e frescos, são mesmo, a par de outros,  dos melhores que por cá se produzem.

Do Redondo mais propriamente da, Herdade Vale D’Anta,  chega-nos este Solar dos Lobos - Reserva 2013, um belo tinto, ainda com a assinatura de Susana Esteban e da atual enóloga Mariana Pinto. Um projeto familiar, assente numa forte tradição alentejana, presentemente confiada a cinco primos, dos quais os irmãos Filipa e Miguel Lobo da Silveira são os timoneiros.

E assim, aqui está este belíssimo tinto de, tom rubi moderadamente profundo, nariz intenso e fresco, pejado de notas a fruta negra madura, envoltas num subtil tom floral e onde tons de chocolate se combinam com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se cheio e redondo, um conjunto equilibrado e bem dimensionada, onde a boa furta madura se exibe sustentada por uma frescura bastante cordata. De tom bastante sedutora e guloso, termina longo e persistente.

Um belo tinto, inconfundivelmente alentejano, que fará as delícias de muita gente. Relação qualidade/preço justa!


Nota Pessoal:16,5
Preço: €12,90(Ref.)






Herdade Vale D’Anta
Estrada da Serra D’Ossa (Estrada Regional 381)
7170-118 Redondo
Tel: (+351) 266 909 438
E-mail:  filipa.silveira@bottleandbox.pt

domingo, abril 03, 2016

Casa Amarela (branco) - Reserva 2014



Região (DOC): Douro / Castas: Viosinho, Rabigato, Malvasia Fina / Produtor: Laura Valente Regueiro, Lda. / Enólogo: Jean-Hugues Gros  / Tipo: Branco / Ano: 2013 / Álcool: 13,5%. 


Um branco oriundo dQuinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego, no coração da mais antiga região demarcada do mundo o "Douro"Um projeto familiar, gerido com grande paixão e dedicação, pelo qual nutro alguma simpatia.

Em, 2013, o "Selection"  viria a dar lugar ao "Reserva", em minha opinião, apenas um pequeno passo para o, já notável, "Selection",  agora numa versão da qual se intenta um pouco mais de estrutura. 

De tom amarelo citrino dourado. Nariz agradavelmente expressivo, marcado por notas a fruta branca madura com um leve tom vegetal e subtis apontamentos a tosta. Na boca mostra-se levemente encorpado,  onde a fruta se perpetua sustentada por uma acidez cordata. Final longo.

Um branco prazeroso, excelente para acompanhar peixes estufados, caldeiradas  e mesmo algumas massas leves. Não o queria rotular de branco de inverno, mas com este perfil talvez não fique muito longe desta denominação. 


Nota Pessoal:16
Preço: €12(Ref.)







Quinta da Casa Amarela
Riobom
5100-421 Lamego
Tel: (+351) 254 666 200
E-mail:  quinta@quinta-casa-amarela.com

terça-feira, janeiro 26, 2016

Tinto da Talha Grande Escolha - Prova Vertical de 2003 a 2010





Sem dúvida uma das mais interessantes e desafiantes provas que efetuei nestes últimos tempos! Uma prova vertical de 2003 a 2010 de um premium  Roquevale,   "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Foi com enorme satisfação que pude aferir da excelente capacidade de evolução destes Tintos da Talha - Grande Escolha!

Desde logo o nome "Tinto da Talha" surge como uma alusão à tradição Romana da vinificação em talhas de barro, técnica resgatada e utilizada por alguns produtores no Alentejo, de onde são originários os vinhos aqui apresentados, mais propriamente do concelho de Redondo, onde a  Roquevale, possui duas herdades com cerca de 135 hectares de vinha.

Tudo começa por volta década de 70 com a plantação das primeiras vinhas. Em boa verdade o pontapé de saida para o projeto que, em 1983, se viria a formalizar com a constituição da empresa Roquevale.
Em 1996, Joana Roque do Vale, assume a responsabilidade enológica da Roquevale, passando a rubricar desde então todos os seus vinhos,  nomeadamente, "com carinho especial", estes "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Conheça Aqui! um pouco mais sobre a história deste produtor, que é tão-somente um dos maiores produtores privados do Alentejo, com um leque variado de vinhos totalmente norteados pela sua relação qualidade/preço .



Prova Vertical - Tinto da Talha Grande Escolha (2003 -2010) 










Tinto da Talha Grande Escolha - 2003
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, bastante expressivo e algo fresco, marca-do ainda por excelentes notas a fruta elegante e levemente alicorada, envolto num delicioso tom abaunilhado. Na boca boa estrutura e ainda bastante vivo, taninos firmes mas bastante sedutores, termina longo e percistente.
Um vinho que, dados os seus treze anos, se apresenta com uma saúde irrepreensível. Com algum deposíto como tal deverá ser decantado. Atenção à rolha.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2004
(Syrah eTouriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, algo expressivo, subtilmente marcado por, uma fruta ainda fresca mas tímida que se embrenha num igualmente tímido toque floral, deixando um pouco mais de protagonismo para as notas abaunilhadas e subtilmente fumadas.
Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio e afinação, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez proporcionam-lhe um fim de boca longo e persistente.
Um vinho com uma belíssima vivacidade e elegância, sem grande risco aposto que veio esta finesse com a idade.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2005
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média. Aroma algo discreto, marcado por notas a fruta alicorada, levemente especiado, com uma envolvência em tons abaunilhados. Inicialmente denota-se um subtilíssimo tom um pouco mais químico, muito interessante. Na boca fresco e pujante, taninos firmes mas bem domados, final longo e levemente persistente.
Numa 1ª prova (sem grande tempo de arejamento) este vinho apresenta o já referido tom levemente químico? (que lhe dá alguma graça), numa 2ª prova (já com umas horas de arejamento), o tom evolui ??? e desta feita, perde um pouco de graça . Mas continua muito bem! 
Nota Pessoal:16,5/16



Tinto da Talha Grande Escolha - 2006
(Syrah eTouriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média. Aroma medianamente intenso, marcado por notas a fruta alicorada, ponteada por um leve tom floral, e alguma pimenta. Denota-se ainda leves notas tostadas. Na boca fresco mas não tão seco como as colheitas anteriores, bom equilíbrio, taninos e acidez cordata. Final de boca médio.
Uma colheita que apesar de não ser propriamente das colheitas que mais me agradaram, está sem dúvida um belo tinto.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2007
(Syrah e Alicante Boushet)

Cor levemente grenat de intensidade profunda. Aroma, com boa intensidade, marcado por, subtis notas a fruta silvestre macerada em álcool e um leve toque a pimenta, boas notas abaunilhadas e subtilmente fumadas. Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio, corpo médio, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez. Fim de boca longo e persistente.
Um vinho que continua em excelente forma.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2008
(Aragonez e Alicante Boushet)

Cor rubi carregado, profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta em passa, resultando notas adocicadas algo especiadas, abaunilhadas e subtilmente tostado. Na boca, boa estrutura, vigoroso, taninos bem dimensionados, sobressaem mais algumas notas a tabaco, café …, termina longo e persistente.
Uma colheita um pouco mais pujante, mas muito interessante, grande potencial para pratos condimentados. O Bom Alentejo.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2009
(Touriga Nacional e Alicante Boushet)

Cor rubi, medianamente profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta algo compotada que se misturam com um tom mais floral, tons a baunilha e café. Na boca, boa estrutura e equilíbrio, fresco, taninos finos e bem integrados, termina longo e persistente.
Um vinho que poderá vir a evoluir ainda um pouco mais com mais algum tempo em garrafas, contudo desde já uma grande companhia para a mesa.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2010
(Aragonez e Touriga Nacional)

Cor rubi, pouco profundo. Aroma intenso, pejado de notas a fruta silvestre embrenhada num tom expressivamente floral e subtilmente tostado. Na boca, fresco, taninos finos, e bem integrados, conjunto equilibrado, medianamente encorpado, denota-se ainda alguma acidez que certamente se irá atenuar com o tempo, algumas evidências as notas mais tostadas. Termina longo e persistente.
Um vinho que de certa forma, na 1ª prova, vai buscar alguma semelhança à colheita de 2005, um toque químico"?" que lhe dá alguma distinção. Um vinho que tudo indica que crescerá muito com mais algum tempo de garrafa.
Nota Pessoal:16.


Tintos com grande capacidade de evolução, de grande consistência, marcados por uma tipicidade inconfundivelmente Alentejana e que, em minha opinião, apesar de chegar ao mercado já com alguns anos de garrafa e bastante prazeroso, não posso deixar de o aconselhar a guardar algumas garrafas para poder, mais tarde, vir desfrutar do potencial de evolução deste belíssimo tinto Alentejano.


Roquevale S.A.

Herdade do Monte Branco
7170-999 Redondo
Tel: (+351) 266 989 290
E-mail: geral@roquevale.pt

sábado, dezembro 12, 2015

Cistus Reserva 2011



Região (DOC): Douro / Castas: Touriga Nacional(38%), Touriga Franca (20%) e Tinta Roriz (42%) / Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda. / Enólogo: Manuel Angel Areal  / Tipo: Tinto / Ano: 2011 / Álcool: 14,5%. 


Já se passaram mais de cinco anos, desde que, aqui apresentei o, Cistus Reserva 2007, em boa verdade, também foi largo o tempo que, por vezes, daqui me ausentei! Não por parca vontade, mas pelas contingências de um tempo que teimou em escassear.

Agora! O que conta é este Cistus Reserva 2011, um belo tinto nascido no coração do Douro Superior, fruto do querer do Eng. António Fernandes e do saber do enólogo Manuel Areal.
Da sua história vale a pena saber um pouco mais! Aqui,  será, dos sítios, certamente, o que mais propriedade terá para o elucidá-lo.

Deste,  Cistus Reserva 2011, destaco o reforço da presença da Touriga Nacional, em detrimento da Touriga Franca. Não sei a partir de que colheita esta alteração ocorreu, contudo e sem a pretensão de querer entrar em suposições, enológicas, estereis para muitos dos cá vêm, gostaria apenas salientar, "que me parece" ter havido aqui, algum ganho de expressão aromática e de uma generoso aumento de capacidade para vir a evoluir em garrafa, mostrando-se "promissor" para vir agradar por um bom punhado de anos.
Os 14 meses de estágio em barricas de carvalho Americano e Francês, meio por meio, em traços largos, e como sua função, vieram para lhe premiar a estrutura e a complexidade. 
O resultado, este, está à vista um belo tinto duriense, que apesar da evidencia de estar ainda ligeiramente jovem, é seguramente, desde já,  uma belíssima escolha.   

Tinto de tom rubi algo carregado, nariz bem expressivo, intenso e fresco, pejado de notas a fruta silvestre negra, boas notas vegetais a esteva e algo especiado, onde tons de chocolate se combina com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se fresco, elegante, com um corpo bem dimensionado, taninos firmes mas finos que em conjugação com a cordata acidez determinam um final de boca algo longo e persistente.

Quero ainda salientar que este é, certamente, um vinho que irá agradar a muita gente, um entrada de gama alta, com uma relação qualidade/preço amistosa. 

Nota Pessoal:16,5
Preço: €9,99 (Ref.)






Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda
Quinta da Ferreira
5160 Torre de Moncorvo
Tel: (+351) 279 252 077
E-mail: qvp@qvp.com
Site: www.qvp.pt
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